Lisboa cresce no segmento de turismo LGBTI

24/03/2019


Lisboa é a cidade com maior oferta, Porto é quem mais pode crescer.

Marcas ou serviços que tenham uma postura gayfriendly e inclusiva são privilegiados pela comunidade LGBTI portuguesa.

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Esta é uma das conclusões do primeiro Inquérito aos Hábitos de Turismo e Lazer de Pessoas LGBTI Portuguesas, promovido pelo jornal digital dezanove.pt, em parceria com os guias Lisbon e Porto Gay Circuit.

Participaram 1.414 pessoas que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, transgénero ou intersexuais (LGBTI), maiores de 18 anos e que vivem em Portugal.

O Inquérito aos Hábitos de Turismo e Lazer de Pessoas LGBTI Portuguesas identifica várias oportunidades para o crescimento de serviços ou negócios associados à comunidade LGBTI.

A maioria dos entrevistados (60,9%) garante que a oferta de serviços dirigidos ao público LGBTI em Portugal está crescendo, contra os 15,7% que consideram que está estagnado ou com menor oferta. Já 23,4% não souberam responder a esta questão.

Lisboa mais atrativa, mas Porto pode crescer mais

Lisboa é considerada a cidade portuguesa mais atrativa para turistas LGBTI para 83,1% dos entrevistados, enquanto o Porto fica pelos 8%.

As restantes cidades e regiões do país obtiveram votações residuais. Já quando se pergunta sobre a cidade ou região com mais potencial para crescer em termos de captação de turistas LGBTI que visitam Portugal, o Porto destaca-se com 30,9% dos votos.

Em seguida surgem como região/cidade com mais potencial o Algarve (2%) e Lisboa (20,8%).

A comunidade LGBTI acredita que as autoridades portuguesas têm de se esforçar mais para promover o país como destino turístico LGBTI.

Dos inquiridos, 40,1% consideram que as autoridades não estão investindo nesta área, enquanto 31,9% acham que estão apenas apostando, mas que podem fazer mais. Apenas 8,5% elogiam o trabalho das autoridades públicas. Já 19,6% não souberam responder a esta questão.

Oferta LGBTI determinante para escolha do destino de férias no estrangeiro

A oferta de locais ou serviços dirigidos ao público LGBTI não é determinante para que as pessoas LGBTI portuguesas marquem férias num determinado país.

Assim, para 38,4% a existência de locais LGBTI ou gayfriendly não é importante, para 24,4% é indiferente e só 37,2% disseram que antes de escolher o local é que tem em conta a oferta de serviços ou locais LGBTI.

Também, a maioria dos pesquisados (62,1%), quando marca férias, não tem em conta as datas dos Orgulhos, festivais ou eventos LGBTI. Em contrapartida, 41,3% das pessoas LGBTI quando vão passar férias no estrangeiro, têm em conta estas datas.

Além disso, quando planejam férias no estrangeiro, a oferta de serviços ou locais LGBTI influencia a escolha do seu destino para 33,1%, e, às vezes, para 33,3 por cento.

Alojamento em Portugal tem de ser gayfriendly

A escolha de um alojamento em Portugal que seja gayfriendly, ou que a orientação sexual ou identidade de gênero sejam respeitadas, é relevante para 49,9%, indiferente para 28,8% e apenas para 21,3% não é importante.

Já a escolha de um restaurante gayfriendly ou que a orientação sexual ou identidade de gênero é importante para um terço dos entrevistados, enquanto que para 41,1% é indiferente e para 25,6% não é importante.

Quase metade dos pesquisados (47,1%) frequenta bares ou discotecas em Portugal dirigidas ao público LGBTI. Sendo que 38,4% dizem que raramente frequentam, e apenas 14,5% nunca vão a bares ou discotecas específicas para o público LGBTI.

As marcas mais gayfriendly

Além disso, 60,6% dos entrevistados garantem que preferem marcas ou serviços que veiculem uma mensagem de respeito pela comunidade LGBTI, enquanto que para 39,4%, essa questão é indiferente ou não tem importância.

Mas será que em termos gerais as marcas estão tendo uma postura mais favorável em relação às questões LGBTI? Para 63,3% a resposta é sim, mas tem margem para melhorar. Já para 22,7% a postura das marcas nesta matéria melhorou bastante nos últimos anos.

Apenas 8% não souberam responder a esta questão e 6% consideram que piorou a postura das marcas em relação às questões LGBTI e à inclusão.

Foi pedido aos pesquisados que indicassem, espontaneamente, a marca que consideravam mais gayfriendly. As marcas mais referidas foram Absolut, Apple, Benetton, Google, H&M, Ikea, Levi's, Lush e Zara.

Uma marca, loja, restaurante ou bar que não respeite as pessoas LGBTI leva a que 67,7% garantam que deixem de ser seu consumidor ou de frequentar o lugar. Já para 30,7% o corte de relações com a marca ou serviço dependeria da situação em causa.

Apenas 1,7% garante que continuaria a ser cliente, independentemente de qualquer episódio menos positivo envolvendo uma marca ou serviço.

 

Fonte: Redação.

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