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Visita ao mercado, eu?

Por: Flávia Rocha 23 de Julho de 2020

Na minha formação profissional, tive a oportunidade de trabalhar em uma grande empresa e ter alguns líderes de verdade; e com eles aprendi que duas práticas são essenciais para se atingir resultados: definir  de forma simples os objetivos com suas respectivas métricas e visitar o mercado.

Quanto ao primeiro item, é bastante óbvio certo? Mas, acredite se quiser, ainda vejo muita gente e empresa “boa” realizando ações, lançando produtos, sem um objetivo claro ligado à sua estratégia. 

Com a expansão do digital em todos os aspectos da nossa vida e mais ainda dos negócios, de verdade acredito que fica mais fácil medir os resultados dos objetivos que traçamos. 

Já defini-los não é algo assim tão mecânico, pelo menos no início de um projeto ou execução de um plano... demanda entendimento do negócio, discussão entre a equipe, análise dos resultados passados e do cenário competitivo. 

Se você consegue avaliar, com fatos e dados, o que tem feito de bom e o que precisa melhorar, já é o primeiro passo para definir seus objetivos a serem atingidos, seja de curto ou de longo prazos.  

A grande maioria das empresas tem condições de fazer isso, mesmo que ainda não esteja no estágio ideal de automação. Um pouco de método de trabalho e colaboração do grupo, já permite um esboço de planejamento anual e aferição do previsto X real.

Ok, temos os objetivos, o plano e a forma de medir, então mãos à obra!

E aí entra a segunda prática essencial: a tal da visita ao mercado... Sempre houve e ainda há gente nas organizações de todos os níveis que não veem relevância nesta tarefa, mesmo quando não havia tanta métrica disponível. 

Mas havia gente que valorizava a presença constante no mercado e o mais importante: a alta direção não apenas valorizava como dava o exemplo; então, mesmo quem não gostava, marcava presença periodicamente “no campo”. 

O tempo foi passando e a divisão entre o tático e o estratégico foi crescendo... Estar em campo passou a ser cada vez mais visto como uma “coisa de peão”, de quem não tem visão estratégica e quando os “estratégicos” vão às ruas, é quase como um safári, uma experiência antropológica. Para que ir à rua se tenho todas as informações necessárias na mão?

Eu acredito na automação, na evolução constante dos processos, na pesquisa contínua e no desenvolvimento das pessoas para desafiar sempre a forma atual de se fazer as coisas. Mas também continuo acreditando em, sim, ir ao mercado. 

Quais os seus canais? Como tem evoluído a jornada do seu consumidor? Sua capacidade de análise, percepção e realização de conexões entre diversas áreas diferentes serão muito mais ricas se você adquire o hábito de estar no mercado periodicamente. 

É ver não só para crer, mas para ampliar seu espectro de conexões e associações entre seu produto/serviço com o mercado e os consumidores e também aprender com outras categorias. 

Se você lidera, dê o exemplo e estimule as pessoas a verem o mundo de verdade funcionando e como o seu grupo tem colocado os planos em prática.

Como dizia o Prof. Marins: existe o ideal (da cabeça do VP/Diretor), o real (o que o gerente implementa) e o possível (o que o vendedor realiza). Melhores as empresas que diminuem a distância entre o ideal e o possível.

Não deixe a pandemia cancelar definitivamente sua ida ao mercado assim que possível, afinal, o vendedor continua na rua todos os dias...

 

Dica de entretenimento: livro – A Bailarina de Auschwitz. Maravilhoso! Fala sobre liberdade e escolhas e o quanto isso é individual e necessário em todos os aspectos da nossa vida.

 

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