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Empresários de bares e restaurantes lotam ônibus para protestar contra restrições

Por: Redação. 19 de Setembro de 2020

Cerca de 100 donos de bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas de Curitiba fizram uma manifestação na frente da prefeitura na tarde de quinta (17), no Centro Cívico. 

Um ônibus lotado desses empresários deu voltas na quadra do prédio do Prefeitura com faixas “Ir ao Restaurante é mais seguro que andar de ônibus”, “Não marginalizem quem quer trabalhar, pagar impostos e gerar empregos” e “Ônibus lotado pode”, numa crítica aos coletivos que circulam cheios pela cidade enquanto o setor de entretenimento continua com restrições de funcionamento.

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O protesto é uma iniciativa do SindiAbrabar (Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba); SindiProm (Sindicato das Empresas Promotoras de Eventos do Paraná); Feturismo (Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento e Similares do Paraná); Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná) e Abrasel-PR (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

"Nossa intenção é puxar o alerta dos seis meses do primeiro decreto da Prefeitura de Curitiba sobre a pandemia. Nós não tivemos ajuda financeira do governo e e da Prefeitura, não tivemos acesso a créditos. Só conseguimos nos beneficiar das MPs de redução de jornada e suspensão, o que ajudou mas não resolveu. O que nos assusta é que não existe um planejamento da Prefeitura de Curitiba, fica um abre e fecha que nos prejudica. Maringá já abriu área de eventos e outras cidades do Interior estão flexibilizando, porque Curitiba está diferente de todos mundo?", disse Fabio Aguayo, presidente da Abrabar.

Curitiba está em  bandeira laranja  desde 7 de setembro, com validade de 14 dias, onde bares (somente aqueles com alvará para restaurante) e restaurantes podem funcionar até 23 horas, de segunda a sábado. Casas noturnas e eventos estão suspensos desde o início da pandemia.

Segundo Aguayo, 40,5% dos bares, restaurantes e casas noturnas de Curitiba já fecharam as portas por causa das restrições impostas pela pandemia e 35% dos empregados foram demitidos. 

“Fora as muitas empresas que não estão fechadas oficialmente porque não têm dinheiro para pagar impostos e rescisões dos funcionários. Quem pode paga os funcionários e fica devendo impostos e contas de consumo.", afirnou Aguayo.

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