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Marketing promocional. Figurante ou ator?

Por: 0 19 de Outubro de 2010

Edmundo de Almeida* Em pleno desenvolvimento global, convivendo com a comoditização e a feroz concorrência mundial, chama-nos a atenção a importância cada vez maior dada ao empreendedorismo, por sua vez associado às práticas da inovação, fator essencial para o sucesso. Apesar das mudanças de cenário, caracterizadas por fatores econômicos, sociais e geopolíticos, a inovação está saindo da retórica burocrática para a prática, por meio de novas ideias, de novas práticas, de programas focados no desenvolvimento sustentável, desenvolvendo e internalizando as novas ferramentas da comunicação. A mudança reflete, acima de tudo, o compromisso das empresas com a revitalização de processos. Novas ideias, novos formatos de comunicação. É a inovação possibilitando a transformação radical das formas de comunicação, destacando estratégias e capacidades criativas, antecipando-se ao futuro com inteligência. Uma inovação que só é pertinente quando envolve ideias capazes de recriar o futuro, aliás, um futuro que já começou. Nessa busca pela inovação só não podemos esquecer o compromisso social, a importância da figura humana. O esforço inovador perde força, quando a comunicação e a busca de relacionamentos são negligenciadas, subestimando culturas e principalmente o lado humano. Para criar as bases de uma inovação produtiva, é importante, acima de tudo, o compartilhamento coletivo, o compromisso, por meio de uma pirâmide de inovação, convertendo conceitos em soluções úteis. Uma estratégia que inclua incremento de avanços tecnológicos, do compartilhamento, de modelos que ajudem a contagiar, a otimizar a inovação para toda a empresa, deixando todos mais preparados para as mudanças para as grandes revoluções, flexibilizando processos e modelos de trabalho. Atentos aos grandes movimentos, às necessidades do mercado, o marketing promocional não podia ficar indiferente, espectador coadjuvante, subalterno, condicionado a uma visão restrita das oportunidades. O momento chegou. O momento de refletir sobre as prioridades, sem subterfúgios, sem demagogias, sem olhar o próprio umbigo. Um momento de interação, sem bandeiras, sem muros, de pensar em uníssono. Um momento de reconhecer a importância estratégica de todas as atividades e ferramentas que compõem o mercado da comunicação. Um momento de valorizar a única hierarquia que temos, que é respeitar a dos nossos clientes. Neste novo cenário, cada um tem uma nova responsabilidade, um novo aprendizado, um compromisso. No marketing promocional, a nossa forma de inovar é a contribuição irrestrita, passando igualmente pela necessidade de compartilhar, de valorizar alianças e competências, de reconhecer limites e de ser reconhecido. É fundamental que o mercado compreenda que estamos todos juntos, no mesmo barco, como um sentimento comum de compromisso, de responsabilidade e, principalmente, de reconhecimento. Os nossos clientes agradecem, eles querem soluções, formatos, inovações, que os ajudem a viabilizar, a tornar realidade, um processo interativo, de competências focadas num único objetivo: resultados. Um modelo que combine soluções customizadas e integradas à marca, produtos e serviços, criando valor, oferecendo ferramentas focadas na motivação, na excelência do trabalho, na eficiência, na produtividade, no resultado através de pessoas. Se esta é a nova bandeira, a nova realidade do mercado, estamos engajados. Apropriando-me das palavras de Rocha Azevedo, cito os seus comentários sobre a palestra de Eugene Lee - Estamos indo para a era do engajamento, “hoje somente por interrupção conseguimos nos comunicar com o consumidor”. Para encerrar, gostaria de chamar a atenção dos senhores clientes, entidades de classe, agências e profissionais. Todos estão cientes e integrados, sem restrições, dispostos a reinventar-se?  Se isso for uma realidade: parabéns. Realmente estamos mudando, estamos reinventando o futuro. Finalizando, não quero deixar de ressaltar que não posso falar em nome de uma classe, aliás, não quero falar em nome de ninguém, não tenho procuração. Não quero esconder-me atrás de considerações coletivas, de falácias, de discursos, de movimentos poéticos e acadêmicos. Devemos nos perguntar: fazemos parte do processo? Somos importantes, as nossas ferramentas são reconhecidas? O marketing promocional ocupa realmente o espaço que merece? Se isto já é uma realidade, então, temos que descontinuar práticas comprovadamente comprometidas com modelos passados. Temos que exercer o nosso trabalho sem distinções, sem pressupostos, compartilhando problemas e resultados como os nossos clientes, deixar de ser vistos como paliativo e fazer parte da solução. Temos que deixar de ser alternativa dentro do processo da comunicação, deixar de ser figurantes no grande espetáculo do mercado.

[caption id="attachment_74562" align="aligncenter" width="255" caption="*Edmundo de Almeida – Publicitário. Mestre em comunicação. VP de Desenvolvimento Setorial da Ampro."][/caption]

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