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Novas realidades. Novos modelos


19 de Maio de 2020

Não existe um modelo, uma regra específica e sistemática para se obter e garantir o sucesso nos esforços da transformação.

A efetividade das mudanças, dos modelos, das práticas e ferramentas habitualmente usadas, vão depender totalmente do contexto, da realidade e cultura de cada organização.

Além disto, a mudança só é de fato incorporada e reconhecida após o mercado, a cultura organizacional e empresarial, ter se adaptado a ela.

No entanto, é preciso tomar cuidado, a transformação é um processo paulatino de aculturamento, não um evento de foro midiático.

Na realidade, a mudança é um processo evolutivo, estratégico, apoiado em experiências, resultados, pesquisa, muito trabalho, e, principalmente, no inconformismo de quem não aceita modelos e receitas prontas. 

A única forma de fazer com que a mudança aconteça é trabalhando a cultura corporativa, os modelos mentais, as crenças, o compromisso com os resultados e a satisfação dos clientes.

Independentemente do modelo, qualquer mudança exige espaço para a transição, sem esquecer quão importante lembrar que as mudanças não trazem apenas resultados numéricos, elas representam uma resposta mais eficiente e assertiva às demandas do mercado, à pluralidade, aos novos desafios, à dinâmica da globalização.

Não pretendo com este artigo arvorar-me em líder de mercado, porém, o meu envolvimento com a atividade, o meu passado, podem referendar as minhas colocações.

Se avaliarmos pela ótica otimista, as crises podem ressaltar oportunidades, desafios, e, para nós profissionais, a necessidade da mudança.

Uma mudança que passa pela assertividade, pela sustentabilidade, pelo imediatismo nos resultados, e pela exigência de uma comunicação alinhada e direta com todos os públicos envolvidos

Não é fácil, mas o caminho que vemos no futuro é trabalhar a fragmentação, a utilização simbiótica das várias ferramentas da comunicação, uma complementando a outra, sempre ressaltando a originalidade, a dinâmica e interatividade das ações.

Um modelo que ressalte a praticidade estratégica, nas ações curtas e pontuais, principalmente, nas oportunidades.

Hoje, mais do que nunca, precisamos de ações que, na sua formatação, ressaltem a motivação, o resultado, o reconhecimento e a capacitação. Ações com linguagem moderna criativa, interativa, que gerem comprometimento e compromisso com a marca.

O cenário mudou, os clientes mudaram e todos começaram a entender que a comunicação podia ir além de simples ferramenta de venda, ela podia mudar valores e atitudes, mudar resultados comportamentos, competências, conhecimento e sustentabilidade.

De alguma forma, chegamos à conclusão que estas mudanças representam um passo intenso no cenário atual, as receitas do passado, ainda que vencedoras, não são mais referenciais para os modelos atuais, os modelos mentais mudaram.

A experiência, e, principalmente, os questionamentos do mercado exigem que nós profissionais tenhamos a competência de nos anteciparmos às críticas, de nos anteciparmos com proatividade aos novos desafios e necessidades do mercado.

O resultado é óbvio, novos formatos, novos negócios, novos modelos, no presente e no futuro.

Para finalizar, acredito que o momento é de mudança, de reflexão, de autocrítica, nada se faz isoladamente. As pessoas, o mercado, precisam entender claramente o real motivo e propósito da mudança, ainda que seja no item mais óbvio, a evolução natural de uma atividade.

Para isso, precisamos mudar, precisamos investir na gestão, na motivação, no reconhecimento, no desempenho e nas práticas.

Tags: Comunicação | artigo | Edmundo Monteiro | cultura organizacional